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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Entre folhas





Varrendo folhas secas, sobras do amor
parei, tentei ouvir as arvores, buscando
a sabedoria do silêncio do vento, observei.
E vi o vento enamorando a arvore,
Ele passeava em cada parte, tirando a monotonia
e a solidão de sua amada.
É tão linda a forma que se amam
Ela se embriagava de paz
Deixando o vento cuidar de seus cabelos verdes

Ela balançava pra lá e pra cá
Podia estar chovendo ou frio, ensolarado ou nublado, ali estavam, ela não podia se movimentar, mas ele a levar as mais altas escalas do oceano de céu azul
Ele passa e diz que ainda a levará para um passeio, ela não acredita, mas continua o amando
Ouvi dizer que um dia, esse vento assanhado e apaixonado, a levará consigo para sempre.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Adormecido



Adormecido

Acho que vejo o amor de perto
Ele não me parece se importar com o tempo
Nem com as estações
Ele está dormindo
Mas afeta tudo e a todos
Ele está numa cadeira de balanço
Um passarinho pousa nele
Será que o passarinho não o vê?
Acho que não, o amor e impercebível
Mas sempre está por perto
Quieto, calado, mas afetando o silêncio
Dos olhares perdidos e encontrados