domingo, 11 de setembro de 2011

Pré-ocupado


Quando se erra e não sabe onde e como, o que fazer?

O coração anda perturbado inquieto.

Tudo em seu sentido é solido

Meus pés estão indecisos, os caminhos se tornam nublados

A tato ando pela casa escura, batendo a mão na parece, procurando saída

O ser quer paz, harmonia.

Palavras bonitas pouco importam agradar também.

Por mas que eu escreva cante, saia, as imagens me acompanham

A sublimação reside no ser, não sei se ao certo quero ou o quero é um pensar certo.

Grito sem abrir a boca, SOCORRO!

E ninguém sabe a resposta

O mapa o vento levou, a neblina esta de fronte ao olhar.

Por favor, deixe-me fechar os olhos e senti a beleza dos ventos, da paz do completo amar, deixe-nos a sóis sem explicações e sem complicações.

Revela o segredo ó Senhor de tudo que há

Sou feito de passarinho, preciso voar.


foto: Dan Oliver

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Som, pés e chuva


Gotas que sapateiam

No quintal roupas felizes por rever seus

amores molhados.

Um tom de breu,

Um tom de amor,

A roupa colada no corpo, os amores nas ruas

A lua aluminando o Ser, o ser embelezando a lua

E eu com minha poesia doente na cama

minha poesia tem força própria

Quer seguir-te e o meu corpo é teimoso.

As gotas cansaram e deitaram no quintal

E eu adoecido de paixão, estico os pés e olho pro céu lindo e o sono calca.

terça-feira, 19 de julho de 2011

E haverá um dia sem cor


Creio que seria menos doloroso se todo poeta não escrevesse a ninguém

Por que somente ele sabe o quanto é bom escrever e da a alguém, mas quem recebe até hoje nunca vi da tanta importância quanto ele mesmo.

Sejam poemas, versos, curtos, longos ele faz como um oceano e todos lêem com uma gota que evapora rápido.

To cansando disso, não é merecimento ou bajulação, e sim apenas algo muito mais simples que eu não teria palavras pra escrever.

O poeta tem olheiras, sono de dia por pouca emoção e poucos tem amor com o que ele faz

De mim o mundo acabava, por que quando esses preciosos morrerem já terá acabado o mundo faz tempo.

O poeta pensa o dia todo em dizer algo que cause um bem nas pessoas a quem ele escreve

Mas muitos não pensam em nada, não fazem nada para torna a passagem de uma pessoa pela terra interessante e satisfatória e única,

Quando as flores secarem e os bosques sitiarem e fogo e não tiver cor nas assas da borboleta ai sim saberá do valor o que sempre teve, e desejarei profundamente que todos os homens que realmente amaram sem medo durmam em paz que entre em extinção os que amam. Mas se escrever poesias ou então em vida não lance “perolas aos porcos” só assim dormirá em paz os amados poetas que sofrem pra viver quantos alguns acham banal ser sentimental

De mim que entrem em extinção os Poetas

E então haverá o apocalipse...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Linhas turvas


Mundo turvo

De linhas tortas

Mãos que desenham

Desatam e emendam.

Destorce e torcem

E ao revés descompactam todo saber

Tricotando toda astúcia da mente que se inquieta

Encadeamento, conexidade,

conexão, ligação, plexo, travação, filiação,

dependência, vinculação de tudo isso há relação, aranhões

entre parênteses,

de passagem, incidentemente, sem

referência a, sem ligação com, à parte, sem a

mínima conexão amar é perde o nexo.

Vivendo recovado a cada segundo mundo turvo

domingo, 24 de abril de 2011

Dane-se


Tentei-me não ser feliz

Com dogmas tatuados a tempos em meu ser

Mas que nada, sorri de dentro pra fora se faz necessário

Viver, viver, viver

Eu acredito sim, eu acredito

Não faças mal a ninguém, mas não deixe de sentir bem

Tanta coisa ruim agente guarda as vezes

Poxa pra que pensar em cada passo que se dá?

Pra que?

Viver não é isso que vejo por ai

Vou caminhar com o meu bem

Fazendo bem a quem bem tem e a quem bem precisa de um bem

Descida por você descida ser feliz e triste descida por você

Só você sabe aonde seu calo doe dane-se os sapatos apertados

Vá descalço, vá à chuva se molhe

Mas seja em tudo feliz

Em tudo.

domingo, 13 de março de 2011

Simplório viver


Em algum lugar por ai, não sei onde, como e com quem.

Talvez com quem eu me sinta bem e que a faça bem.

Quero esta com alguém que odeie cozinhar, mas ame fazer pra mim

Odeie passar roupa, mas ame as minhas em mim passadas ou amassadas.

Não muito, mas também nem pouco

Apenas um homem, que amará levar os filhos a escola

Jogar bola, mesmo sabendo pouco, mas vendo-os sorri

Se for menina, brinco de casinha faço qualquer coisa por um sorriso, depois ponho pra dormi contando um dos meus contos,

e minhas viagens aos planetas distantes.

Perde alguns minutos para amar urgentemente e deixar o amor fazer em nós nossa amável rotina, e chegar atrasado com um ar de tudo bem, valeu apena.

Meus versos, minhas musicas, meus desenhos, meus discos

Apenas um lugar onde me sina bem, à vontade a por a minha semente dentro do seu calor, regar e viver bem.

Perfeição? Não quero! Por que perfeição é sinônimo da dor insaciável, sem essa vaidade do perfeito, por favor.

Rotinas amáveis musicais, amor, poesias, amor, amores diversos, versos diversos

e um seio de compreensão. Pelo contrario não chegaremos juntos, nós dois a nenhuma vírgula deste verso.

Mas em algum lugar estarei.

Em algum lugar por ai, não sei onde, como e com quem.

Talvez com quem eu me sinta bem e que a faça bem.

E só saberei quem quando já estiver lá.

Em algum lugar por ai, não sei onde, como e com alguém.

Talvez com quem eu me sinta bem e que a faça bem.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Vida vidro



Conduzir, tão difícil.

Carregar, cautela.

Tudo tão frágil,

São miudezas das nossas vidas vitrais

A proximidade sofrida, mas precisa.

Do calor dos relacionamentos

Que da formas aos vidros

Feitos de areis de lagos fundos

Que nos moldam a cada estante

Vida vidro,

Lindo, mas se quebrado pode machucar

Pontas que dividem as vísceras, da intimidade

São as vidas vidros

Compelindo as formas

De vidas ávidas vividas, somente em sua própria vida.